Posts Tagged ‘vida’

Ocupar as travessias

A vida repartida solta-se como um pássaro livre, inventa, levita, testemunha a abertura do sonho. Não fique na acumulação, nas restrições da quantidade, nem negue que há possibilidades para fugir da monotonia. Cada travessia possui um ritmo, um ruído, às vezes, estranho, mas despedaça o arcaico e assombra as violências. Há em cada aventura algo […]

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Escândalos fugidios

Não compartilho os vestígios dos amores fugidios, o espaço da dor nunca deve ser cortejado e animado. Recriar a vida não é silenciar o ruído e a queixa do que se foi, cada tempo sobe escadas assombradas se livrando dos sustos. Acendo a luz que não faz desparecer as sombras da passado, sou testemunho dos […]

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A felicidade mora na minha esquina?

Caminho pela rua. Fico observando quem passa, o movimento dos carros. Sinto uma invasão de ruídos e a perplexidade de que a vida se vai. Não tem como segurar o tempo. Ele costuma aprontar. Isso não muda. Lembro-me das histórias de Ulisses, vejo alguém pedindo socorro e mais um celular solto no chão. Gritaria, suspense, […]

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Não se esconda

Não acredite na história que tem ponto final, fique desconfiado do fixo e do programado. O perdão é uma fuga ou uma covardia, quando representa o cinismo dos oportunistas. Aproxime sinais, balance verdades, sinta corpos. A vida é o imediato, o que bate na porta, a roupa estendida no varal na madrugada fria, Deixe o […]

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Aquarius: a navegação de Clara e a memória inquieta

Clara navega, não anda. Tem o corpo aceso. Ver o mundo por um espelho incomum. Resiste, sem adormecer na resistência. Movimenta-se dialogando com sua memória. Fica firme na sua história, sem sonhar com a ameaça do pecado original. Não teme, mas julga. Sabe que a vida pode estar em outro lugar e que, hoje, a […]

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Sartre e Simone: a saudade e a existência

Gostaria de inventar um calendário que abraçasse todas as minúcias do tempo. É apenas um sonho, uma distração, para evitar melancolias. O tempo nos arrasta, desafia, corre. Portanto, restam especulações. As distâncias ditam saudades, mas há também indiferenças. Quantas paixões desaparecem sem deixar vestígios? Apesar do imenso domínio das regras e dos controles, a história não […]

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O mundo atordoado e impossível

O mundo é invadido por desenganos contínuos e perversos. Não há como acreditar que as salvações ressurjam. que a generosidade crie espaços, no tumulto  do ódio. A história não produz a mudança que significa o encontro, os abismos despedaçam corpos, anunciam  fins e catástrofes. É difícil contemplar a vida, quebrar os espelhos malditos. inventar o sossego, […]

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Almodóvar, Julieta, Ulisses: navegações

Pouco sei sobre os rigores da crítica cinematográfica. No entanto, estou sempre comentando os filmes e decifrando coisas que me tocam. Fazia tempo que não frequentava os cinemas. Não me sentia atraído. Uma fase de reflexão interior, caseira, escutando a própria voz. A existência constrói suas trilhas e temos que avistar suas pedras, planícies, paisagens […]

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O amor e o corpo: vida

Se o amor estranha o movimento do corpo, o afeto se desfaz e os fragmentos se encolhem nervosos. A rapidez da vida está na gravidez do sonho impossível. O desejo esconde o infinito anônimo, a singularidade das estrelas solitárias. Não deixe que o amor risque o impossível, compreenda-se e fuja, nem que as travessias sejam […]

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A busca de sempre

As perdas não esgotam as possibilidades, o mundo está aberto para indefinições e retomadas. Não há traçado, mas um inesperado que surpreende, um ressurgir de magias em busca de mitos e de fantasias. Cada época recolhe travessias, inventa futuros, não sossega e não projeta o último perdão. As mortes desanimam vidas inseguras, as vidas recompõe […]

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