Você se lembra da história ou ela não existe?

 

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Há tantas polêmicas que surge a embriaguez de palavras. Todos possuem especializações em alguma coisa. Entrevistas são dadas, surgem fakes, o passado sofre ataques, inventam-se escândalos e agonias. As questões abundam e confundem, a sociedade se ver diante de uma eleição surpreendente. Não há como defini-la, valem a esperteza, o jogo da mentira,  a vontade de exercitar o deboche. Portanto, a reflexão desce, passeia nos pântanos, se esconde no abismo. Os conceitos rendem manchetes de leitores soltos na construção de desgovernos.

Não custa perguntar pela história. Ela está ameaçada. Não desejo legitimar uma única verdade. Isso leva ao totalitarismo. Interpretar traz a multiplicidade e mostra as diferenças. O pior é que se alertam para os comunismos, as agressividades fascistas, as astúcias do Estado, sem cuidado e com cinismo. É preciso denunciar, mas é preciso lembrar que não há neutralidade. Se falo de democracia, de que lado estou? Estou me referindo a Mandela ou vejo as lutas feitas na Espanha de Franco? Por que consideramos os Estado Unidos tão democráticos? O que esquecemos?

Controlar o discurso e transformá-lo numa verdade  é uma arma permanente. A sociedade fabrica ilusões. Nem tudo pode ser provado. Se registro episódios das guerras mundiais quem devo consultar? Há os extremos. Será que a versão de Stalin demonstra as manobras mais importantes? Será que Hitler escorregou nas suas estratégias? Não faltam divagações. Hitler sonhava dominar o mundo, tinha planos gigantescos. Stalin se atravessou no seu caminho, interrompeu suas megalomanias. No entanto, é sempre bom, colocar as versões, não anular os interesses. observar as semelhanças, não mistificar.

Uma história que não consulta a memória sucumbe em diagnósticos oportunistas. Quando a política pragmática toma a cena é necessário sacudir preconceitos e recordar que estamos numa sociedade cheia de buracos fatais. As eleições se dão numa sociedade que exalta a propaganda. Quem consegue viver sem consumir? Os negócios armam emboscadas. Portanto, dialogar com a história ajuda a esclarecer. Nada de declarar que há verdades insuperáveis. A desconfiança inquieta, a crítica é saudável. No momento, a política se ajusta com a religião. Por quê? Será que eu penso, logo existo, se foi? Luzes e sombras se amam em noites de luar.

 

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