Posts Tagged ‘tempo’

O feitiço desmancha a política?

Certos jantares trazem a fantasia e o desejo de poder. Alimentam o pragmatismo perverso. Num país que vive tantos desafetos, ainda se tem o cinismo de celebrar conspirações. Sinto, às vezes, dificuldade de respirar. Não sei se há bruxarias soltas, inquisições preparadas, congelamento de coragens. Não tenho dúvidas que o abismo é grande. Não registro […]

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Não se esconda

Não acredite na história que tem ponto final, fique desconfiado do fixo e do programado. O perdão é uma fuga ou uma covardia, quando representa o cinismo dos oportunistas. Aproxime sinais, balance verdades, sinta corpos. A vida é o imediato, o que bate na porta, a roupa estendida no varal na madrugada fria, Deixe o […]

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As vozes e o finito

Não escuto as vozes do universo, sinto que há uma mudez contínua, as palavras sem sentido nada dizem. A inquietude revela a incompreensão, a história passa como uma corrida sem direção e fazemos promessas que não conseguem perdões. A conversa não constrói argumentos, mas raivas e vida termina arquitetando labirintos imensos. Não adianta afirmar que […]

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Aquarius: a navegação de Clara e a memória inquieta

Clara navega, não anda. Tem o corpo aceso. Ver o mundo por um espelho incomum. Resiste, sem adormecer na resistência. Movimenta-se dialogando com sua memória. Fica firme na sua história, sem sonhar com a ameaça do pecado original. Não teme, mas julga. Sabe que a vida pode estar em outro lugar e que, hoje, a […]

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Contar as tristezas

Não se esconde as lágrimas, nem se quebra espelhos. a vida não se entrega com a raiva que se forma. Cada momento escolhe deveres e se cansa dos tempos, mas o desespero provoca desistências e pesadelos. Como construir as arquiteturas históricas é desafio, pois desenhos vacilantes, obscurecem os olhares. Os sentimentos correm, escorregam, sobrevivem. As […]

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Sartre e Simone: a saudade e a existência

Gostaria de inventar um calendário que abraçasse todas as minúcias do tempo. É apenas um sonho, uma distração, para evitar melancolias. O tempo nos arrasta, desafia, corre. Portanto, restam especulações. As distâncias ditam saudades, mas há também indiferenças. Quantas paixões desaparecem sem deixar vestígios? Apesar do imenso domínio das regras e dos controles, a história não […]

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O mundo atordoado e impossível

O mundo é invadido por desenganos contínuos e perversos. Não há como acreditar que as salvações ressurjam. que a generosidade crie espaços, no tumulto  do ódio. A história não produz a mudança que significa o encontro, os abismos despedaçam corpos, anunciam  fins e catástrofes. É difícil contemplar a vida, quebrar os espelhos malditos. inventar o sossego, […]

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Fascismo: a travessia do cinismo e da violência

  Quem inventa notícia, inventa história. Não se trata de debater sobre a verdade e a mentira. Elas estão submersas numa escuridão profunda. A sociedade luta, muda de lado, sente saudades de Marx, mas se lembra de Hitler. A violência não se vai, pois encontra abrigo na Turquia, na Síria, na França, no Brasil… A […]

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O peso do dia

O peso do dia não revela sua medida, o tempo esconde segredos e sentimentos. Não há como desfazer as diferenças que se fixam, nem afirmar o sentido que está atrás do espelho. Os deuses se acomodam em paraísos privados, estimulam a culpa e o perdão, estão perdidos. A vida passa desenhando distâncias cínicas, o corpo […]

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AFETIVIDADE

Ame o sentimento do inacabado e a tristeza fugidia. Firme-se na aventura que não foi vivida. Esqueça o desejo de exercer o cinismo. Tema o golpe construído na madrugada do pesadelo. Invente a cor que proteja os pássaros inquietos. Viva o tempo despreocupado com a eternidade vadia. Instale uma luz no barco da fuga inesperada. […]

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