Posts Tagged ‘afeto’

A solidão é companheira do mundo

  Vejo multidões nos estádios de  futebol. Cantam, gritam, se emocionam. É uma grande festa com cores e geometrias inesquecíveis. Tudo parece um paraíso com celebração deslumbrantes. A festa passa. A ressaca surge. Os segredos pessoais continuam. Há sempre um retorno à solidão. Há pressa e desconforto quando o outro se aproxima. Será que vivemos […]






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Que afeto se mantém no mundo fragmentado?

  O desmanche da cultura ocidental não é tema novo. Uma visita aos pensadores do século XIX me lembra muita coisa. Nietzsche, Marx, Schopenhauer e tanto outros me mostravam a quebra de valores. O capitalismo crescia rapidamente sempre favorecendo às minorias ricas. As tradições se esfarrapavam com as aristocracias respirando com dificuldades. É claro que […]






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O afeto negado

Contar a história do afeto negado traz a vastidão dos sentimentos. Não há vida sem o outro, e a solidão é sempre uma passagem. Não se atormente com o silêncio, nem negue o desejo de partir. Nada está imóvel no mundo, tudo pede perdão e descanso. Quem  afasta a perda, desconhece seu desencanto, mas não […]






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A praça , a vida, a dança

Há um desenho na esquina com cores vermelhas, é um anúncio anônimo de quem se esqueceu d0 mundo. Sentados nos bancos, há sonhos de esfomeados que desconhecem o amanhã. Os cães, perfumados, acompanham seus donos e medem afetos especiais, como se a vida se transformasse sem observar a imagem do que se foi, como se os […]






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A depressão e as festas virtuais: o balanço da desconfiança

Estamos envolvidos por notícias assustadoras. Não sabemos se vai aparecer alguma luz. Denúncias se multiplicam,  golpes com identidades renovadoras se afirmam. O debate é mesmo inquietante. Portanto, os ânimos assustam, pois há comportamentos fascistas e corruptos soltos ditando normas. Tudo é confuso, os julgamentos vacilam e a sociedade vive desmanche de instituições. Mas fechamos os […]






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As tensões: “Narciso acha feio o que não é espelho.”

Quando a desconfiança toma conta do cotidiano e as pessoas começam a preencher seus vazios afetivos com a luta política, alguma coisa está perturbando. A política é importante, envolve a vida, se confunde com crenças religiosas, consegue esconder desacertos e espalhar incompletudes. No mundo invadido pelo desamparo, a complexidade se assanha. Análises superficiais ganham urgência. […]






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AFETIVIDADE

Ame o sentimento do inacabado e a tristeza fugidia. Firme-se na aventura que não foi vivida. Esqueça o desejo de exercer o cinismo. Tema o golpe construído na madrugada do pesadelo. Invente a cor que proteja os pássaros inquietos. Viva o tempo despreocupado com a eternidade vadia. Instale uma luz no barco da fuga inesperada. […]






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Quem se lembra dos refugiados?

  Fico olhando a sociedade e não me esqueço que o mundo gira. Não basta cuidar das nossas artimanhas e falar mal dos políticos. Há acontecimentos e relações profundamente globalizadas. Contágios desagradáveis de sofrimentos e perdas de rumo perturbam. Cunha é uma figura estranha, as delações levantam desacertos, a dubiedade invade os espaços sagrados. Isso […]






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Tempos da vida

Cada sopro da vida é um sinal de uma animação inesperada, o sentido está solto recebendo os desfazeres do caos. Os destinos dos deuses inventam eternidades sem narrativas, e o espanto agonia a possibilidade de se  aproximar dos labirintos. Não há história que despreze as memórias, nem tempo que consagre sossegos. Somos argilas, aprisionadas em […]






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Política e capitalismo: suspeições, artimanhas, redenções

A situação não está apenas confusa. Ela se espalha, transforma a badalada globalização numa sucessão de artimanhas e inseguranças. Sempre desconfiei da ideia de progresso. Observar evolução, numa sociedade cheia  de cartórios, é algo que não convence. Ninguém nega as conquistas tecnológicas surpreendentes.Mas a ciência está  misturada com interesses, não se foca nos benefícios, não […]






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