Posts Tagged ‘imaginação’

Gabriel e a solidão que se torna perene

  Li Gabriel García Márquez cedo. Dei conta de boa parte de seus livros com alegria e encantamento. Quando li Cem anos de solidão fiquei levitando. Nunca tinha navegando por mares tão belos. Há dois livros que me empolgam e não canso de celebrar suas palavras: As cidades invisíveis e Cem anos de solidão. A […]






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Medos, histórias, palavras

Não me iludo com as gravidades soltas e as vitrines vazias, tenho medo de flutuar perdido, sem encanto e sem coragem. Sei que minha história nem começou, cultivo as dúvidas existentes na imaginação e apago o fogo para não frustrar as mentiras de Zeus e as astúcias de Ulisses, mas molho os cabelos para desfazer […]






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Quem se lembra do século XIX?

Não crie hierarquias temporais. A ideia do progresso é perigosa. Observe as diferenças, mas não se sacuda nas ideologias desenvolvimentistas. Há muitas traições nas teorias que marcam políticas dominantes. Sei que a desconfiança corrói. Não caia, no entanto, na ingenuidade. Abra os olhos. A história entrelaça tempos, se mostra complexa. Não fique encantado com as […]






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Leituras e sombras

Não leia a gramática da violência, nem subestime a fabricação dos discursos. Há juízes que assumem palavras vazias e descobrem que eles desconhecem o sensível. As sombras vestem as histórias confusas, indefinem a vida e enaltecem o pecado. Deite-se na imaginação da rebeldia, conte as formas das cores dos exilados, não dispense a coragem e […]






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As cinzas poéticas (para Mia)

Se meu corpo coubesse a travessia do tempo, eu rasgaria o mistério da eternidade. Não há como esquecer as histórias de dentro do sangue, elas correm, não estão mortas e nem recusam a melancolia da memória. Tudo se reinventa, sem pausa, se suicida, tem medo das larguezas da vida e do inferno vermelho. Não queria […]






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Cinismos, jogadas, granas, farsas

Nos tempos em que as crises se aprofundam as confusões não cessam de existir. Insiste-se na mesmice. Cai a reflexão, a coragem fica na corda bamba, a imprensa inventa suas manchetes para propagar a chegada do abismo. Ele não chega, cria-se um sensação de que nada vale e que a sociedade se arrasta preguiçosamente. É […]






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As invenções da vida

    A vida se inventa  na perda da razão absoluta, na abertura para as acrobacias do desenho e o balançar noturno das luzes e das sombras. Cada gramática do tempo transgride ordens antigas e refaz os mitos desobedientes, retoma a trilha que muda no ritmo das aventuras inesperadas. Não há história nas apatias que […]






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Imaginações fluentes

Existe um mapa que nunca é um território, existe uma memória que nunca se desfaz das agonias. Há lacunas que se deslocam pela vida, voando como pássaros, há ternuras que não conseguem aconchegos e se encontram nos pesadelos. Num mundo de tantos perdões e culpas é difícil definir o ponto final. Cada tempo carrega suas […]






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As verdades e as ruinas nos trapézios da história

A literatura desperta discussões sobre a verdade que redesenham as configurações comuns. Existir  é anunciar conhecimentos que dominem a sociedade e que provoquem sujeições constantes? Na política, os desencontros não param de acontecer. Fica difícil localizar-se e os choques são inevitáveis. Antever um mundo onde a harmonia seja um valor absoluto é um delírio. Na […]






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Na sombra das tristezas e das saudades

Não há como fugir da imaginação e estreitar as saudades, elas não possuem formas definidas, nem tampouco calendários firmados. Conversam com sentimentos, arrastam lacunas, preocupam-se com a finitude. Há na saudade uma parceria com a tristeza, uma afirmação de desencanto. A saudade não é ausência, abstração romântica, labirinto de poetas. Ela multiplica as gravuras dos […]






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